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A expressão fibra de vidro pode tanto referir-se à própria fibra como ao material compósito polímero reforçado com fibra de vidro (PRFV), que é popularmente conhecido pelo mesmo nome.

É um material composto da aglomeração de finíssimos filamentos de vidro, que não são rígidos, altamente flexíveis. Quando adicionado à resina poliéster (ou outro tipo de resina), transforma-se em um composto popularmente conhecido como fibra de vidro, mas na verdade o nome correto é PRFV, ou seja, “Polímero Reforçado com Fibra de Vidro”.

O PRFV tem alta resistência à tração, flexão e impacto, sendo muito empregados em aplicações estruturais. É leve e não conduz corrente elétrica, sendo utilizado também como isolante estrutural. Permite ampla flexibilidade de projeto, possibilitando a moldagem de peças complexas, grandes ou pequenas, sem emendas e com grande valor funcional e estético.

Não enferruja e tem excepcional resistência a ambientes altamente agressivos aos materiais convencionais. A resistência química do Fiberglass é determinada pela resina e construção do laminado.

Pode ser produzido em moldes simples e baratos, viabilizando a comercialização de peças grandes e complexas, com baixos volumes de produção.

Mudanças de projeto são facilmente realizadas nos moldes de produção, dispensando a construção de moldes novos. Os custos de manutenção são baixos devido à alta inércia química e resistência às intempéries, inerente ao material.

O QUE É FIBRA...
Fibra de vidro: matéria-prima de muitos itens pode expor riscos no processo de produção

No entanto, produtos que contêm fibra de vidro não causariam riscos. Descarte ainda é tema de estudo

Capacetes, telhas, barcos, carrocerias, brinquedos, calhas, pias, orelhões, enfeites de natal e mais uma infinidade de produtos têm algo em comum: são feitos com fibra de vidro.

Esse tipo de fibra é um material composto por filamentos muito finos de vidro, que se agregam por meio de aplicação de resinas, silicones, fenóis e outros compostos solúveis em solventes orgânicos. Ela também recebe outra substância catalisadora que pode conter óxidos de potássio, ferro, cálcio e alumínio.

Além de estar presente nos objetos já citados, arquitetos e engenheiros têm utilizado a fibra de vidro em reforços estruturais, isolamentos acústico, isolamento elétrico, aeronáutica civil e militar, equipamentos comerciais e bancários. Quem é dentista também a conhece bem, pois diversas próteses são feitas por meio do material.

De acordo com artigos do Departamento de Saúde e Higiene Mental da cidade de Nova York (EUA), a fibra de vidro em sua forma original é um material seguro, mas quando tratada, ela recebe metais pesados, como o cromo, tornando-se tóxica. Sem contar que a fibra de vidro é constituída por uma resina que costuma ser utilizada em conjunto com o estireno, muito nocivo à saúde humana e ao meio ambiente (considerado cancerígeno e contribuinte da poluição atmosférica).

No mesmo artigo, há afirmação de que o principal problema se daria no momento da produção da fibra de vidro, quando trabalhadores podem entrar em contato direto com o material ou com seus fragmentos, irritando olhos, pele, nariz e garganta. Altos níveis de exposição a fragmentos de fibra de vidro podem agravar asmas e bronquites. Portanto, para diminuir ou evitar os danos causados pela fibra de vidro, os trabalhadores devem usar roupas largas, com manga comprida e luvas; utilizar uma máscara respiradora anti-partículas, para evitar inalar qualquer fragmento de fibra de vidro; e os seus olhos devem estar protegidos com óculos de proteção com barreiras laterais. Os produtos finais em que a fibra de vidro é utilizada, não causariam esses problemas quando consumidores o manuseiam, teoricamente.

 

 

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O QUE É FIBRA DE VIDRO